Fiz aqui uma pequena rusga mata-segundos e arranjei dois ou três ex-tópicos blogáveis, source is #demencia:
'a mentalidade das coisas é uma que não perdoa ao garçon se este não tiver trocos na caixa do protocolo :D'
'dissabores do envelope-desejo'
'O crepuscular oscilando a que estamos sujeitos em toda a extensão do tempo do verbo'
'(@davanita) o sexo é o ópio do povo social'
'O solene culto do Nós. Sempre.'
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
sábado, junho 28, 2003
Poderia começar este post dizendo (apenas?) que sim, poderia enveredar pelo Tudo da acepção insólita e deprimente que imagino em sonhos que qualificam a fina película do real, com uma certeza ingénua e rompante, detergente da mancha-trepadeira nociva para a razão, túmulo do perpétuo ruminar-ensejo da Visão, míopes ad-hoc, sim, e depois, ouvir luzes, ver barulhos, refutando-lo qual agente reflexo, sem plano esquemático, sem esquema rimático, nos versos do hoje e do ontem, degradando o Momento para uma eternidade finita, poderia até nem sequer o começar, não o escrever. Evitá-lo. Ir até ali, fazer aquilo assim e assado, num gasto entretenimento daqueles tais, ou..
"Evitar-me? Não o farás! Precisas de mim, tal como eu de ti."
Conclusão precipitada. Sou senhor dos meus "ais" e dos meus "uis", posso inclusive apagar-te quando me der na real gana. Escrevo-te agora, de rajada, e escrevo-te mais logo, aos poucos. Ou não te escrevo. É tudo plausível.
"Sabes do que eu estou a falar. Essa obsessão crescente, a olhos vistos, que te arrasta para um inevitável sem que pressintas a corrente antes de vislumbrar a foz. Aquela lei da física, sabes, a velha história.. Velocidades constantes, o passeares-te dentro do Boeing hipersónico,.."
Escusas de continuar. Sim, ele é isso tudo. Eu, um imberbe jornaleiro aos encontrões na avenida da não-liberdade psicoemocional. O pára-sol a voar ao longo da costa, enrolando-se em si mesmo, enquanto o despreocupado dono eventualmente se afoga ao largo da Caparica.
"Pois.. Reconhece-lo portanto. Eu sou necessário."
Não da forma como o colocas. Mas sim, vais ser um post. Porque me apetece.
"Porque precisas."
Entende como quiseres. Eu farei o que eu quiser.
"Claro, claro.. Que previsibilidade. O menino quer-se agarrar à sua pretensa puberdade e enaltece-se ao estágio da decisão. Protegendo-se de uma ameaça que está em si mesmo. O míssil só explode na matéria, nas muralhas, nas paredes."
Estamos portanto em busca de pontos fracos? E que guerra é tua?
"A mesma que a tua.. A dos olhares aos quais queres atribuir almas-juízes. Cujo único desígnio é avaliar-te. Despir-te, e enumerar-te as fragilidades, os fracassos espirituais, os ossos sem cálcio. A escassez de desmembramento."
E no entanto, sou eu a sua fonte.. Elas estão alojadas em mim, e em mais lado nenhum.
"Como de resto, tudo o resto que para ti é algo. O raciocínio actua ao nível do parasita."
Estou tão surpreendido.
"Eu sei."
......
Menti. Desco agora do palco do circo. Não houve novidade no desenlace prévio. Só deixei a tinta escorrer, e fomentei-me um pouco. Por um momento estive confuso, confesso. Por falta de clareza, as betoneiras a funcionar e.... as outras, as que tremem, :\ Findas as obras, reposta a certeza de que há um Outro inexistente. Porque nada nem ninguém me lê fora do âmbito do parasita empírico, e sob o qual exerço o controlo derradeiro. Custa-me por vezes, sede de falso poder, mas sei descer do pedestal de ilusionista, feito de nuvens, e revolver em busca do Não solvente de interrogações melodramáticas e redundantes.
Sim, este blog é só lixo por varrer, substituto da expressão íntima e palpável, apóstolo da oração-cisterna. E contudo, neste bocado de aura existencial, foi. Era isso que buscava: descortinar-me com verdadeiro puxão de cortinas, rasgar um pouco, independentemente dos olhares secretos, que se ceguem todos, spit on them, puá.
"E no entanto, estarei aqui, para a posteridade."
Pois estás.
"É a tal força que te impele."
Pois é. Estou de novo súbdito do apelo exibicionista. Mas, não vamos recomeçar. Parece-me que é uma questão de parar relógios. Abrandar os ponteiros, e usar a borracha no lápis dos impulsos distorcidos.
"Talvez.."
E no entanto, vou-te manter.
"Eu sei."
Não sabes. Vou-te manter, porque de nada me serve apagar. A indiferença não conduz à prova de si. Conduz à indiferença. Há bocado, foi o que foi, esvaí-me, flui, alevianei. Pronto. Vou-te agora postar, resultado.
"Porque argumentas então?"
.....
Estou farto!
Mas que tens tu com isso, afinal de contas?
....................
"Evitar-me? Não o farás! Precisas de mim, tal como eu de ti."
Conclusão precipitada. Sou senhor dos meus "ais" e dos meus "uis", posso inclusive apagar-te quando me der na real gana. Escrevo-te agora, de rajada, e escrevo-te mais logo, aos poucos. Ou não te escrevo. É tudo plausível.
"Sabes do que eu estou a falar. Essa obsessão crescente, a olhos vistos, que te arrasta para um inevitável sem que pressintas a corrente antes de vislumbrar a foz. Aquela lei da física, sabes, a velha história.. Velocidades constantes, o passeares-te dentro do Boeing hipersónico,.."
Escusas de continuar. Sim, ele é isso tudo. Eu, um imberbe jornaleiro aos encontrões na avenida da não-liberdade psicoemocional. O pára-sol a voar ao longo da costa, enrolando-se em si mesmo, enquanto o despreocupado dono eventualmente se afoga ao largo da Caparica.
"Pois.. Reconhece-lo portanto. Eu sou necessário."
Não da forma como o colocas. Mas sim, vais ser um post. Porque me apetece.
"Porque precisas."
Entende como quiseres. Eu farei o que eu quiser.
"Claro, claro.. Que previsibilidade. O menino quer-se agarrar à sua pretensa puberdade e enaltece-se ao estágio da decisão. Protegendo-se de uma ameaça que está em si mesmo. O míssil só explode na matéria, nas muralhas, nas paredes."
Estamos portanto em busca de pontos fracos? E que guerra é tua?
"A mesma que a tua.. A dos olhares aos quais queres atribuir almas-juízes. Cujo único desígnio é avaliar-te. Despir-te, e enumerar-te as fragilidades, os fracassos espirituais, os ossos sem cálcio. A escassez de desmembramento."
E no entanto, sou eu a sua fonte.. Elas estão alojadas em mim, e em mais lado nenhum.
"Como de resto, tudo o resto que para ti é algo. O raciocínio actua ao nível do parasita."
Estou tão surpreendido.
"Eu sei."
......
Menti. Desco agora do palco do circo. Não houve novidade no desenlace prévio. Só deixei a tinta escorrer, e fomentei-me um pouco. Por um momento estive confuso, confesso. Por falta de clareza, as betoneiras a funcionar e.... as outras, as que tremem, :\ Findas as obras, reposta a certeza de que há um Outro inexistente. Porque nada nem ninguém me lê fora do âmbito do parasita empírico, e sob o qual exerço o controlo derradeiro. Custa-me por vezes, sede de falso poder, mas sei descer do pedestal de ilusionista, feito de nuvens, e revolver em busca do Não solvente de interrogações melodramáticas e redundantes.
Sim, este blog é só lixo por varrer, substituto da expressão íntima e palpável, apóstolo da oração-cisterna. E contudo, neste bocado de aura existencial, foi. Era isso que buscava: descortinar-me com verdadeiro puxão de cortinas, rasgar um pouco, independentemente dos olhares secretos, que se ceguem todos, spit on them, puá.
"E no entanto, estarei aqui, para a posteridade."
Pois estás.
"É a tal força que te impele."
Pois é. Estou de novo súbdito do apelo exibicionista. Mas, não vamos recomeçar. Parece-me que é uma questão de parar relógios. Abrandar os ponteiros, e usar a borracha no lápis dos impulsos distorcidos.
"Talvez.."
E no entanto, vou-te manter.
"Eu sei."
Não sabes. Vou-te manter, porque de nada me serve apagar. A indiferença não conduz à prova de si. Conduz à indiferença. Há bocado, foi o que foi, esvaí-me, flui, alevianei. Pronto. Vou-te agora postar, resultado.
"Porque argumentas então?"
.....
Estou farto!
Mas que tens tu com isso, afinal de contas?
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